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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ

Instituto de biodiversidade e florestas

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Engenharia Florestal

12 de Dezembro de 2018 às 11:09

Informações Gerais do Curso

Denominação do curso: Bacharelado em Engenharia Florestal

Título conferido: Engenheiro Florestal

Coordenador: Prof. Dr. Edgard Siza Tribuzy

Vice-Coordenador: Prof. Dr. Rafael Rode

E-mail : florestal.ibef@gmail.com

 

Carga horária total: 4435 horas

Número de vagas por ano: 35

Modalidade: Presencial

Regime de matrícula: Semestral

Duração do Curso: Mínimo de 10 semestres e máximo de 15 semestres

 

Objetivos do Curso

Geral

O curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Oeste do Pará tem como objetivo geral a formação de profissionais com sólida base de conhecimentos científicos, dotado de consciência ética, política, com visão crítica e global da conjuntura econômica, social, política e cultural da região, visando o uso sustentável do recurso florestal. O profissional formado deverá estar apto a compreender e traduzir as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidades, com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizativos, utilizando racionalmente os recursos disponíveis e conservando o equilíbrio ambiental.

Específico

Formar profissionais com sólidos conhecimentos teóricos e práticos nas áreas de silvicultura, manejo florestal, socioeconomia, conservação da natureza e tecnologia e utilização de produtos florestais. Dessa forma, o curso disponibilizará uma ampla base de informações que capacitarão os profissionais a atuarem em empreendimentos que incluem a proteção/conservação até a produção/utilização dos recursos naturais renováveis.

Estratégias para atingir o perfil profissional desejado

a) Formação de um cidadão em consonância com os preceitos da cidadania e da ética. Para tanto, a instituição criará meios para incentivar o aluno, em toda sua trajetória acadêmica, a adquirir capacidade crítica perante o mundo, discutindo valores, crenças, ideologias e costumes; aprimorar sua formação sociocultural e enfatizar a noção de responsabilidade e solidariedade coletiva. Tal objetivo será alcançado principalmente através da prática e da postura de professores e autoridades educacionais bem como dos conteúdos abordados. Além disso, outras estratégias serão adotadas e priorizadas, como a organização de atividades semestrais como palestras, seminários, debates, visitas a instituições comunitárias, ou seja, atividades que promovam a discussão de temas éticos ligados à realidade da escola e da sociedade.

b) Formação de profissionais qualificados em consonância com as exigências do mundo contemporâneo. As estratégias utilizadas para tal objetivo estão centralizadas principalmente na organização curricular do curso. As disciplinas optativas possibilitarão, por um lado, uma maior especialização do aluno na área escolhida, e, por outro, uma diversificação de saberes necessários à aquisição ininterrupta de novos saberes. Assim, o profissional terá como principal tarefa aprender a aprender, e a proposta desta escola é ensiná-lo a aprender e, portanto, insistir na assimilação da ideia de uma educação continuada. O profissional será formado conjuntamente com o cidadão, capaz de tomar decisões e se adaptar sempre a situações renovadas, um sujeito crítico e autônomo que deixa de ser apenas um apanágio da cidadania e passa a ser o fundamento da atividade profissional. Outra estratégia será a realização de cursos de extensão e de pós-graduação que serão estruturados e oferecidos pela instituição. Os primeiros serão mais constantes, pois, poderão ser feitos concomitantemente com a graduação. Realização de colóquios, fóruns, visitas técnicas, etc., também serão meios para alcançar este objetivo.

c) Desenvolvimento de trabalhos de extensão para integração com a comunidade. A comunidade é percebida pelo Curso de Engenharia Florestal da UFOPA, como sua principal parceira, pois se acredita que ela possua experiências e conhecimentos acumulados que somados àqueles produzidos no interior da instituição poderão promover mudanças sociais de forma participativa e sustentável. Nesse sentido, as atividades, dentro do possível, serão desenvolvidas com e para a comunidade, a fim de interferir positivamente na sua realidade social. Para alcançar tal objetivo, as atividades serão organizadas a partir das necessidades da comunidade e não a partir do que a instituição considera mais viável.

d) Desenvolvimento de atividades de pesquisa e produção de novos conhecimentos. Para alcançar tal objetivo, o enfoque principal será a pesquisa, que de acordo com a missão institucional, estará voltada principalmente para responder às necessidades específicas da região, que poderão inclusive ser feitas junto com as atividades comunitárias. As estratégias a serem adotadas serão:

  • Formação de Grupos de Pesquisa, compostos por discentes e docentes;
  • Programas de Iniciação Científica, que além de estimular a pesquisa entre os discentes, produzem conhecimentos nas várias áreas do curso;
  • Garantir a formação de pesquisadores e qualificação profissional do corpo docente através de incentivos à realização de cursos de pós-graduação ao nível de mestrado e doutorado, também prevista no plano de qualificação e carreira.

Mercado de Trabalho

O Engenheiro Florestal tem campo de atuação na área pública, em atividades técnicas e científicas, em instituições de pesquisa e extensão, em institutos de proteção ambiental, nas prefeituras municipais e secretarias estaduais, agindo na fiscalização do cumprimento das leis ambientais. No setor privado, poderá atuar em companhias de reflorestamento, em indústrias madeireiras e moveleiras, em fábricas de papel e celulose, em projetos ambientais, em empresas de mineração e na recuperação de áreas degradadas, nas empresas de consultoria e como consultor autônomo. As Organizações não Governamentais (ONGs) têm requisitado muito esse profissional, principalmente em trabalhos relacionados com a conservação do meio ambiente.

Além das atribuições normais da profissão, destacam-se as seguintes atividades:

1. Manejo Florestal e Silvicultura

  • Elaboração e análise de projetos florestais;
  • Gerenciamento de empresas de reflorestamento.

2. Ecologia Aplicada

  • Desenvolvimento de pesquisas de campo nos diferentes ecossistemas brasileiros;
  • Gerenciamento de unidades de conservação e preservação ambiental;
  • Estudos de impacto ambiental e recuperação de áreas degradadas.

3. Tecnologia de Produtos Florestais

  • Gerenciamento de unidades industriais madeireiras;
  • Elaboração e análise de projetos florestais industriais.

O Oeste do Pará tem uma vocação florestal explícita. Possui diversas empresas florestais atuando principalmente na produção de madeira. Existem também empresas que exploram a resina, óleos e outros Produtos Florestais Não Madeireiros.

A forma como a floresta Amazônica vem sendo manejada na região pode trazer graves consequências ambientais e muitas áreas de proteção ambiental deverão ser recuperadas, além de outros graves problemas ambientais consequentes da agropecuária, especialmente, o desmatamento para a formação de pastagens, que hoje, a grande maioria se encontra degradada e com solos compactados.

Outro problema ambiental sério na região é o desmatamento desmedido, sem fiscalização suficiente. Além disso, as populações locais são extrativistas, usam o a floresta para a retirada de vários frutos para a alimentação e, outras partes das plantas (folhas, raízes, sementes), para fins medicinais. Há, portanto, demanda de profissionais qualificados em empresas públicas e privadas, além daqueles capacitados para gerir seus próprios empreendimentos.

Competências e Habilidades

Em conformidade com as “Diretrizes Curriculares para os cursos de graduação em Engenharia Florestal” o curso objetiva possibilitar uma formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: estudar a viabilidade técnica e econômica, planejar, projetar, especificar, supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente; realizar assistência, assessoria e consultoria; dirigir empresas, executar e fiscalizar serviços técnicos correlatos; realizar vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e pareceres técnicos; desempenhar cargo e função técnica; promover a padronização, mensuração e controle de qualidade; atuar em atividades docentes no ensino técnico profissional, ensino superior, pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão; conhecer e compreender os fatores de produção e combiná-los com eficiência técnica e econômica; aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos; conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos; identificar problemas e propor soluções; desenvolver e utilizar novas tecnologias; gerenciar, operar e manter sistemas e processos; comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; atuar em equipes multidisciplinares; avaliar o impacto das atividades profissionais nos contextos social, ambiental e econômico; conhecer e atuar em mercados do complexo agroindustrial e de agronegócio; compreender e atuar na organização e gerenciamento empresarial e comunitário; atuar com espírito empreendedor; conhecer, interagir e influenciar nos processos decisórios de agentes e instituições, na gestão de políticas setoriais.

Organização Curricular

O curso de Engenharia Florestal está dividido em Ciclo Básico e Ciclo Profissional. O Ciclo Básico composto por campos de saber que fornecem embasamento teórico necessário para que o futuro profissional possa desenvolver seu aprendizado. Este ciclo possui 884 horas, distribuídas em 12 disciplinas.

O Ciclo Profissional é destinado a proporcionar aquisição de competências e habilidades que possibilitem o aprofundamento no campo do saber (teórico-prático e profissional) da Engenharia Florestal. Esta etapa possui carga horária total de 3.788 horas.

A Formação Específica oferecerá aos alunos formação científica e profissional que possibilite absorver e desenvolver tecnologia, capacidade crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade.

O Ciclo Profissional do curso de Engenharia Florestal será constituído por componentes curriculares, assim divididos:

Módulo Obrigatório

Refere-se a componentes curriculares obrigatórios, voltados às necessidades dos alunos de Engenharia Florestal, com o objetivo de facilitar o sentimento de pertencimento ao curso. Estes componentes devem considerar as linguagens simbólicas de natureza universal, contemplar o conhecimento multi-intertransdisciplinar e desenvolver o raciocínio lógico-formal através de conhecimentos, técnicas e instrumentos com ênfase voltada às necessidades dos alunos em Engenharia Florestal.

Módulo Eletivo

Trata de componentes curriculares eletivos obrigatórios que servirão para integralização curricular. Este módulo será formado por os componentes curriculares oferecidos pelo Curso de Engenharia Florestal, além da disciplina Libras oferecida pelo Instituto de Ciências da Educação – ICED.

Além dos dois ciclos apresentados, o curso de Engenharia Florestal conta ainda com o Eixo Integrador, constituído pelas Atividades Complementares com carga horária total de 251 horas. Este eixo terá função de ampliar a visão dos discentes quanto à responsabilidade social e competências relacionais.

O currículo do curso de Engenharia Florestal está organizado para ser desenvolvido em nove períodos semestrais, com aulas nos turnos da manhã. As atividades acadêmicas estão dispostas de forma sequencial, com a necessária flexibilidade para adequar-se às necessidades regionais. As disciplinas serão ministradas em aulas teóricas e práticas, que serão realizadas em laboratórios próprios, na Floresta Nacional do Tapajós ou em empresas e propriedades urbanas ou rurais, públicas ou particulares da região.

O Currículo será composto ainda, por uma gama diversificada de atividades acadêmicas como Iniciação à Pesquisa (Metodologia Científica) e Extensão; Participação em eventos; Discussão Temática; Visitas Técnicas; Seminários e outras.

Atendendo aos princípios da flexibilização curricular, o currículo de Engenharia Florestal contempla um ciclo de disciplinas de Formação Específica, composto por atividades obrigatórias e optativas.

Na formação específica, as atividades acadêmicas obrigatórias estão subdivididas de forma a permitir a valorização de grandes áreas do conhecimento florestal, integrando os conteúdos básicos de formação geral e profissionalizante. Desse modo será permitido ao acadêmico vivenciar os conteúdos programáticos de forma integrada, estimulando seu desenvolvimento e o aperfeiçoamento de habilidades individuais. Já as atividades optativas pertencentes a esse ciclo, possibilitam ao discente um aprofundamento nas questões referentes ao setor florestal no contexto amazônico brasileiro.

Saiba mais: