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Ufopa participa de fóruns farmacêuticos itinerantes em municípios do Oeste do Pará

Após os debates protagonizados durante o I Fórum e Workshop Farmacêutico do Oeste do Pará, realizado em Santarém durante o mês de junho deste ano, a organização do evento segue para outros municípios da região levando a discussão acerca do uso racional de medicamentos e seus impactos na Amazônia. “Fomos convidados pelo Ministério Público para expandir o resultado do fórum. Estamos indo a cinco municípios com a continuidade desse projeto”, destaca o vice-diretor do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Ufopa, Prof. Dr. Wilson Sabino.

Coordenados pelo Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA), através da promotora estadual na área de Saúde e Educação Pública, Lílian Braga, os fóruns itinerantes vêm sendo realizados em conjunto com Ufopa e contam com o apoio do Conselho Regional de Farmácia do Pará (CRF-PA) e da Pastoral Social/Cáritas da Diocese de Santarém. O objetivo é propor uma reflexão sobre o uso de medicamentos em suas variadas dimensões, buscando integrar a academia, o Judiciário, a sociedade civil e as instituições públicas e privadas da área de saúde do município de Santarém. “A assistência farmacêutica no Oeste do Pará é muito incipiente, ainda há muito para ser estruturado, para que ela possa ser mais resolutiva”, enfatiza Sabino.

O docente da Ufopa já esteve nos eventos realizados em Óbidos e Juruti e, até dezembro de 2017, deve participar dos fóruns em Oriximiná, Rurópolis e Mojuí dos Campos. Além da representação da Ufopa e do MP-PA, integram os debates representantes das secretarias de saúde, das secretarias de meio ambiente, dos conselhos municipais de saúde, da vigilância sanitária e profissionais da área da saúde, como médicos e farmacêuticos. “Eles não sabiam que tinham que pensar em questões como o descarte adequado de medicamentos, por exemplo. São temas que não são considerados tão relevantes, mas com o tempo vamos começar a perceber impacto ambiental e na saúde das pessoas. Agora eles estão ampliando o olhar para essas questões”, avalia Wilson.

A próxima edição do fórum itinerante será a cidade de Oriximiná, que sediará o evento no dia 2 de outubro. Ao final de cada edição, a promotora Lílian Braga entrega às prefeituras dos municípios uma recomendação, solicitando que os médicos da rede pública passem a prescrever medicamentos de acordo com a Denominação Comum Brasileira, indicando o princípio ativo do medicamento, em sintonia com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). A listagem nacional pode sofrer variações de acordo com a região, mas, segundo Sabino, até o momento, os municípios do Oeste do Pará não têm sua Relação Municipal de Medicamentos (Remume).

“Para elaborar essa relação, precisamos avaliar quais os medicamentos mais indicados para os perfis de doenças desses municípios. O médico deve prescrever de acordo com esta relação, porque são esses os medicamentos que ele obrigatoriamente terá nas farmácias das unidades básicas para dar aos pacientes”, conclui Sabino.

Renata Dantas – Comunicação/Ufopa

29/9/2017