Você está aqui: Página Inicial Notícias 2017 Agosto Política de Assistência Estudantil da Ufopa é aprovada pelo Consepe

Política de Assistência Estudantil da Ufopa é aprovada pelo Consepe

A resolução determina diretrizes de ação ampliadas, que vão muito além da concessão de auxílios financeiros

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) contabiliza, hoje, quase 90% de estudantes oriundos de escolas públicas. Adota ainda uma política inclusiva voltada para as populações locais, destinando parte das vagas dos cursos de graduação para indígenas e quilombolas, que ingressam através de seleções especiais, além das cotas sociais previstas na legislação federal. Todo esse cenário exige um cuidado a mais para assegurar a esses alunos não apenas o acesso ao ensino superior público, mas também a permanência no curso com qualidade e a diplomação no tempo certo.

Para orientar as ações institucionais voltadas à assistência e acompanhamento dos estudantes da graduação e pós-graduação, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) aprovou em agosto a Política de Assistência Estudantil da Ufopa. O documento determina as diretrizes e instrumentos para atender às necessidades dos discentes, buscando a inclusão social, a promoção da igualdade e o enfrentamento das diferentes formas de vulnerabilidade social.

“Em uma universidade como a nossa, onde a grande maioria dos estudantes tem algum tipo de vulnerabilidade econômica ou de algum outro tipo, a assistência estudantil ganha uma dimensão imensa”, ressalta a pró-reitora de Gestão Estudantil, Edna Marzzitelli.

A conquista é resultado de um longo trabalho, iniciado em março deste ano. A minuta, elaborada inicialmente por uma equipe com representantes de unidades acadêmicas e administrativas, foi discutida no I Seminário de Assistência Estudantil com alunos, professores e técnicos. Após a incorporação das sugestões, houve uma terceira etapa, com a consulta pública aberta à comunidade interna e externa. “Foi um processo democrático, participativo e é esse o nosso objetivo. Quanto mais a comunidade acadêmica estiver esclarecida quanto a essa política, melhor”, afirma a diretora de Assistência Estudantil, Helana Gomes.

O documento assegura a permanência de estudantes em vulnerabilidade econômica nos cursos através da concessão de auxílios financeiros com recursos providos pela instituição, por meio do Programa Nacional de Assistência Estudantil – Pnaes (Decreto n. 7234 de 19/07/2010), mas não só. Prevê também planos, programas e projetos de incentivo ao ensino, pesquisa e extensão, acompanhamento psicossociopedagógico, atividades de esporte, cultura e lazer, participação em movimentos sociais, atendimento a pessoas com deficiência, restaurante universitário, bibliotecas, laboratórios, entre outras ações.

“O primeiro ponto para se destacar é uma concepção bastante avançada e afinada com as discussões nacionais em relação ao que é uma política de assistência estudantil, bem mais ampla do que aquela que a gente tem colocado na prática. [...] Essa política oferece possibilidades muito maiores de ação”, comenta Marzzitelli.

Atualmente, a Diretoria de Assistência Estudantil é responsável pela concessão das bolsas permanência, que incluem auxílio moradia, didático-pedagógico, transporte e alimentação, além de auxílios permanência especial e emergencial, este último voltado para indígenas e quilombolas. Também atua no acompanhamento pedagógico e psicológico, dando orientações para o desenvolvimento de ações para a melhoria dos processos educativos junto aos institutos, e incentiva práticas voltadas para a saúde física e mental dos estudantes através dos trabalhos executados pelas coordenações de Esporte e Lazer (CEL) e Psicossociopedagógica.

Além disso, o documento determina a criação do Fórum de Assistência Estudantil, um espaço permanente de discussão para refletir a política institucional de acordo com as necessidades locais e com as diretrizes nacionais, envolvendo discentes, docentes e técnicos, bem como pessoas de fora da Universidade que tenham interesse pelo tema.

Agora, a Proges dará continuidade à elaboração de normas que regulem cada um dos instrumentos previstos na política, de forma a orientar e expandir as ações para toda a Universidade. “A ideia é que a assistência e o acompanhamento estudantil se deem por toda a Universidade. Que seja uma ação coordenada pela Proges, mas que aconteça em cada espaço onde os estudantes estão, nas bibliotecas, transporte, salas de aula, trabalhos de campo e outros. E, para isso, nós precisamos estreitar nossas relações com as outras unidades”, explica a pró-reitora.

O estudante da Ufopa - Para que as ações sejam mais assertivas, a Proges está realizando um amplo levantamento de dados para averiguar se a política de permanência é suficiente para o sucesso escolar e quais medidas precisariam ser tomadas para melhorá-la. De acordo com Helana, “o programa de assistência estudantil é como um grande guarda-chuva no qual pendem outros programas menores. Um desses é a construção do perfil do estudante, que irá ser implantando nos meses de agosto a dezembro, para fazer o levantamento a respeito do sucesso acadêmico dos estudantes. Será também uma forma de acompanhamento, para que a gente possa traçar outras metas”.

Com as informações disponíveis no SIGAA, será feito um apanhado geral da trajetória daqueles que recebem os auxílios, analisando dados de 2010 até hoje. Os de 2016 já foram analisados e apresentados durante o Seminário de Assistência Estudantil. A diretora ressalta ainda que a pesquisa não será restrita a esse público e que a ideia é criar um banco de dados que inclua toda a comunidade estudantil: “A Proges não visa atender apenas aos alunos que recebem auxílio. Por isso, a pesquisa irá nos ajudar a atender a todos”.

Acesse a Política de Assistência Estudantil da Ufopa.

Luena Barros - Comunicação/Ufopa

1º/9/2017