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Estudantes e professores da Universidade de Brasília participam de programação na Ufopa

Estudantes e professores da Universidade de Brasília participam de programação na Ufopa

Foto: Divulgação Campus Itaituba

Um diálogo entre o Brasil central e a Amazônia. Essa foi a grande motivação da programação realizada na última quinta-feira no auditório Wilson Fonseca, Unidade Rondon, com a participação de um grupo de 40 estudantes e cinco professores da Universidade de Brasília (UnB).

A caravana chegou a Santarém na madrugada do dia 7 de dezembro para uma série de atividades a partir do projeto Vivência Amazônia, organizado pelo Núcleo de Estudos Amazônicos (NEAz) do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB.

Na programação, a reitora da Ufopa, Raimunda Monteiro, fez uma acolhida ao grupo de acadêmicos e professores, destacando a importância histórica e estratégica das estradas e locais por onde a caravana está passando na Amazônia, com ênfase para o desenvolvimento da região.

Durante a programação, a diretora de Ações Afirmativas da Ufopa, Elenise Arruda, apresentou a experiência da Universidade com relação ao ingresso de alunos quilombolas e indígenas. Deu ênfase à existência de um significativo número de povos indígenas presentes na Ufopa: atualmente são 22; inclusive houve a participação no evento do acadêmico indígena Karo Munduruku.

Elenise também falou sobre os diversos eventos realizados na Universidade, relacionados às ações afirmativas, e sobre o Guia de Combate ao Racismo, instrumento importante para o enfrentamento das situações nesse campo.

A atividade da quinta-feira continuou com uma roda de conversa sobre diversos assuntos relacionados à Amazônia, direcionada pelo coordenador do NEAz e do projeto da caravana, professor Manoel Pereira de Andrade. Entre os assuntos destacados estiveram o desmatamento na região e as situações de violência no campo. Também participaram da conversa a professora Célia Matsunaga, da UnB, e o professor Rogério Almeida, da Ufopa.

A caravana da UnB, na sexta-feira, 8, participou de atividades na comunidade quilombola Murumuru, onde a Ufopa desenvolve projetos de extensão. Houve momentos de interação entre os acadêmicos e professores com os comunitários.

No sábado, 9, o grupo esteve na Floresta Nacional do Tapajós, conhecendo o ambiente natural e as experiências das comunidades.

Das atividades em Santarém, pela Ufopa, também participaram os professores João Ricardo, Helionora Chiba, Elen Pessoa, Leila Monte, além de Avner Gaspar, da Fazenda Experimental, e da pós-graduanda Ádria Oliveira, aluna de mestrado do Instituto de Ciências Sociais.

Itaituba - De Santarém, a caravana seguiu ao município de Itaituba, onde o grupo realizou na segunda-feira, 11, um momento de debate com organizações da sociedade. O evento ocorreu na sede do Campus da Ufopa naquele município, com a presença do diretor, professor Luamim Tapajós, e de representação dos professores, técnicos e alunos da universidade.

A reitora Raimunda Monteiro destacou que o projeto da UnB é uma experiência muito importante porque coloca alunos e professores diante da realidade da Amazônia e permite uma reflexão global sobre a economia, a sociedade e o ambiente da região. “Para a Ufopa foi um prazer receber a expedição e poder compartilhar com eles algumas reflexões. Foi muito bom participar da iniciativa e, a partir da participação da universidade no Fórum Internacional sobre a Amazônia, realizado pela UnB a cada dois anos, nós queremos desenvolver uma cooperação técnica e científica bem mais efetiva com aquela instituição”, ressaltou.

Depois do Pará, os alunos e professores da UnB vão conhecer experiências no estado do Mato Grosso. Devem chegar de volta a Brasília no próximo fim de semana, quando se encerra a caravana do projeto Vivência Amazônica.

Rosa Rodrigues - Reitoria/Ufopa

13/12/2017