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Diferentes ecossistemas, diferentes venenos: pesquisas avançam no conhecimento das jararacas da região

Diferentes ecossistemas, diferentes venenos: pesquisas avançam no conhecimento das jararacas da região

Ana Maria Moura da Silva destaca avanços. Foto: Talita Baena.

Os resultados das pesquisas desenvolvidas com as serpentes Bothrops atrox, popularmente conhecidas como jararacas, foram apresentados por pesquisadores que atuam no Programa de Pós-Graduação em Ciências – Toxinologia (PPGTox) do Instituto Butantan. A Profa. Rosa Mourão, da Ufopa, que também participou do projeto de pesquisa, coordenou a apresentação dos resultados, que ocorreu na Unidade Tapajós da Ufopa, em Santarém.

Coletando e analisando serpentes de quatro ecossistemas presentes na região, o estudo das toxinas desses animais investigou a genética populacional dos animais, os hábitos alimentares deles, a variabilidade dos venenos, e se os mesmo são igualmente neutralizados por antivenenos.

Segundo Ana Maria Moura da Silva, com pós-doutorado em Toxinologia e coordenadora do Programa de Pós-Graduação do Instituto Butantan, "houve um avanço do conhecimento sobre as populações de B. atrox da região, pois as pesquisas trouxeram informações importantes sobre a genética, ecologia, composição dos venenos dessas serpentes", disse a pesquisadora.

Avanços no tratamento

Ainda de acordo com Ana Maria Moura, os dados obtidos durante as pesquisas são relevantes e irão trazer avanços para o tratamento de pacientes envolvidos em acidentes na região. "O objetivo principal era conhecer as serpentes e os venenos da região, e junto com isso existia um estudo comparativo das serpentes coletadas em diferentes ecossistemas -  na floresta, na várzea, na savana e em áreas degradadas, que são áreas de pastagens. Primeiro, nós fizemos uma análise genética dessas serpentes e identificamos que são populações distintas às da margem norte e da margem sul do Rio Amazonas, e isso reflete na composição do veneno, como também reflete na composição do veneno o ecossistema, pois a serpente da várzea tem uma característica bastante particular. Além de entender as características do veneno, tivemos a preocupação de investigar como as toxinas desses venenos agem e se o soro neutraliza esses venenos. Ou seja, nosso estudo abordou deste a genética e ecologia dos animais até o tratamento dos pacientes envolvidos em acidentes ofídicos na região", conclui a pesquisadora.

Talita Baena – Comunicação/Ufopa

14/3/2017