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Docente do curso de História da Ufopa é premiada na UFMG

Lorena Lopes, professora adjunta de Teoria da História da Ufopa, recebeu o prêmio de Melhor Tese em História defendida no ano de 2016 na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A premiação aconteceu em outubro, no auditório da Reitoria da UFMG, com a presença do atual reitor da universidade, Prof. Jaime Arturo Ramírez.

Intitulada "Heróis antigos e modernos: a falsificação para se pensar a História", a tese, defendida em maio de 2016, foi realizada sob orientação do Prof. Titular de História Antiga da UFMG, José Antônio Dabdab Trabulsi. Lorena Lopes foi também orientada pelo Prof. Francois Hartog, durante o ano de 2015, na École des Hautes Études em Paris, França.

Em seu trabalho, a docente defende que falsificar é uma necessidade histórica. Tal necessidade histórica verifica-se em contextos nos quais a ruptura com o passado é tão pujante que algo familiar à tradição precisa ser mantido na comunicação de tal experiência. Sua tese elegeu dois desses contextos para analisar o processo de falsificação pelo qual passam as histórias de heróis. Em comum, os dois contextos escolhidos têm como causa maior de seu choque com o passado a guerra.

Do contexto da Guerra do Peloponeso, na Grécia, três tragédias são analisadas: Troianas (415 a. C.) e Helena (412 a. C.), de Eurípides; e Filoctetes (409 a. C.), de Sófocles. Do segundo contexto, em território francês, a experiência da Grande Guerra dá nova estampa às aventuras de Odisseu, transformando-as em desventuras só cabíveis a quem experimentou o horror das trincheiras. Analisam-se, então, Elpénor (1926), de Jean Giraudoux; Naissance de l'Odyssée (1930), de Jean Giono; Les Aventures de Télémaque (1922), de Louis Aragon; e Le Retour d'Ulysse (1921), de Valmy-Baysse.

O estudo de cada uma das tragédias buscou apreender de que forma a atualização do herói e das histórias de herói está em diálogo com a guerra vivida. A partir delas e da percepção das necessidades coevas, Lorena Lopes propõe de que forma as velhas histórias, ao serem renovadas, participam desse processo de falsificação que lhes permite elaborar os desafios do presente num código já conhecido, dando conta assim de formular e demarcar, ao mesmo tempo, o ineditismo da necessidade.

Comunicação/Ufopa, com informações do Curso de História da Ufopa

7/11/2017