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Ufopa promove II ComunicAção Indígena em fevereiro


18 de Janeiro de 2019 às 12:57

A segunda edição do ComunicAção Indígena ocorre nos dias 13 e 14 de fevereiro de 2019 na Auditório Wilson Fonseca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém (PA). O evento apresenta os projetos de extensão desenvolvidos por 60 alunos da Formação Básica Indígena (FBI). 

Este ano, o tema é “Protagonismo indígena na Universidade”. Segundo a coordenação, a proposta é trazer à tona a discussão de estratégias para melhorar o aproveitamento da experiência acadêmica dos indígenas por meio de programas de apoio à permanência. 

A programação terá 24 comunicações orais de projetos implementados em aldeias e comunidades pelos indígenas ingressantes no último Processo Seletivo Especial Indígena (PSEI), em 2018, orientadas pelas professoras Denize Carneiro, Marília Leite e Paula Colares. 

Também será apresentado o trabalho final do projeto “Uso das NTICS no processo de formação acadêmica indígena”, coordenado por Claudir Oliveira e Eliane Flexa, do curso de Informática Educacional.

A Formação Básica Indígena - O ciclo inicial para ingressantes do PSEI busca integrar ensino, pesquisa e extensão, proporcionado ao aluno recém-chegado na universidade uma experiência que lhe permita refletir sobre as demandas da sua comunidade. De acordo com a coordenadora Denize Carneiro, o "próprio estudante torna-se protagonista na sua comunidade para resolução dos problemas".

Ao longo de dois semestres, eles são orientados a irem até as comunidades para conversarem com os moradores e elencarem as principais demandas. Após a identificação dos problemas a serem abordados, as professoras auxiliam na pesquisa para a elaboração do projeto. Ao final, os resultados são compartilhados na comunidade e avaliados.

"O que temos observado é que as comunidades do Baixo Tapajós optam por atividades que tocam na questão ambiental, nos problemas que elas enfrentam mais, como a questão do lixo, da água e dos agrotóxicos. Em relação aos grupos indígenas da Terra Indígena Munduruku e Trombetas-Mapuera, notamos que há uma preocupação maior com a questão do fortalecimento linguístico e cultural", explica a professora.

Em sala de aula, os alunos têm disciplinas de ciências exatas, ciências humanas, tecnologias e língua portuguesa. Além disso, também têm momentos dedicados exclusivamente à produção acadêmicam no âmbito das disciplinas de introdução à metodologia científica e elaboração de projetos para que o aluno possa trabalhar a sua proposta de pesquisa ou extensão.

Para participar - As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento. Os participantes receberão certificado com carga horária de 12 horas.

Acesse a programação completa aqui.

Convite:

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Procce/Ufopa

18/1/2019