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Universidade Federal do Oeste do Pará

Ultima atualização em 7 de Maio de 2026 às 18:31

Afroteca conquista primeiro registro de marca da história da Ufopa


Tecnologia educacional antirracista recebe certificação do Inpi e fortalece ações de combate ao racismo na Amazônia.

A Afroteca, tecnologia educacional antirracista desenvolvida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), recebeu o Certificado de Registro de Marca, o primeiro concedido à instituição, emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O processo de registro foi iniciado em maio de 2024, e o certificado definitivo foi expedido em março deste ano.

Com validade de 10 anos, o registro assegura à Ufopa a propriedade e o uso exclusivo da marca. O processo foi conduzido pela Agência de Inovação Tecnológica (AIT) da universidade, a pedido do Prof. Dr. Luiz Fernando de França, idealizador da tecnologia e coordenador do projeto de implantação das afrotecas em municípios do Oeste do Pará.

A tecnologia educacional foi desenvolvida no âmbito do Projeto Kiriku, pelo Grupo de Pesquisa em Literatura, História e Cultura Africana, Afro-Brasileira, Afro-Amazônica e Quilombola (Afroliq), vinculado ao Instituto de Ciências da Educação (Iced) da Ufopa. “O registro é um passo importante no processo de garantia da propriedade intelectual e de valorização do trabalho de educação antirracista que a equipe do Projeto Kiriku e do Afroliq vem realizando nos últimos anos”, afirma Luiz Fernando de França.

Segundo o professor, o reconhecimento também representa um marco acadêmico e político para a universidade.“Para nossa equipe, o registro de marca da Afroteca tem grande representatividade acadêmica e política. É o primeiro registro da Ufopa e, por si só, já marca a história da instituição. Além disso, por se tratar de uma tecnologia antirracista, o reconhecimento ganha ainda mais relevância e coloca a universidade como referência no desenvolvimento de produtos inovadores voltados ao enfrentamento de problemas estruturais da sociedade, como o racismo e a discriminação racial”, destaca.

Para a reitora da Ufopa, Aldenize Xavier, a conquista simboliza um avanço histórico para a instituição e reforça o compromisso da universidade com a transformação social. “A Afroteca materializa uma tecnologia educacional construída a partir do cuidado, da valorização da cultura afro-brasileira e do enfrentamento ao racismo desde a infância, unindo ensino, pesquisa e extensão em uma iniciativa inovadora, que agora também recebe reconhecimento nacional no campo da propriedade intelectual”, afirma a reitora.

 

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Interior da Afroteca Curumim, situada no Núcleo de Salas de Aula (NSA) da Unidade Tapajós, Campus Santarém.
Foto: Divulgação.

 

Afrotecas: Pensada para acolher, educar e incentivar a leitura de crianças em uma perspectiva afrocentrada, a Afroteca reúne livros, jogos, brinquedos, instrumentos musicais e mobiliário específico voltados à promoção da educação antirracista e da cultura negra.

Até o momento, 10 afrotecas já foram implantadas na região Oeste do Pará, nos municípios de Santarém, Belterra, Alenquer, Monte Alegre e Oriximiná. Destas, cinco receberam investimentos do Ministério da Igualdade Racial (MIR).

Confira as afrotecas já implantadas:

Mais informações sobre as afrotecas: www.afrotecas.com.br.

Ascom/Ufopa
07/05/2026

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Imagem: Divulgação.

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