Ultima atualização em 13 de Fevereiro de 2026 às 15:06
Produção foi coordenada pela CPT da Arquidiocese de Santarém
Saberes, o cuidado com a família e a relação profunda com o território onde vivem. Esses aspectos do cotidiano aparecem no filme “Mulheres que Sustentam a Amazônia”, lançado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Arquidiocese de Santarém. A produção contou com o apoio do curso de Geografia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), ligado ao Instituto de Ciências da Educação (Iced).
O filme reúne depoimentos de mulheres da comunidade Jatobá, no município de Mojuí dos Campos (PA), e do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Serra Azul, em Monte Alegre (PA). O curso de Geografia auxiliou na produção do vídeo a partir do diálogo contínuo com as lideranças mulheres, a partir da ida de professores e alunos às comunidades. Nas dinâmicas de grupo, buscavam instigar a compreensão das mulheres com relação às suas realidades, sua relação ao pertencimento e a sua responsabilidade no campo. Também houve abordagens sobre sua função dentro da luta contra o avanço de setores vinculados aos monocultivos da agricultura capitalista.
O filme foi lançado no último dia 6 de fevereiro na Unidade Rondon da Ufopa – Campus Santarém, quando houve a primeira exibição da obra.
Sobre o filme
A produção potencializa as vozes das mulheres que vivem e resistem nos territórios amazônicos. Mais do que registrar histórias, o filme tem como objetivo evidenciar o papel fundamental das mulheres na sustentação da vida, da cultura e da resistência na região. As vozes que conduzem a narrativa surgem da roça, da floresta e do coração das comunidades, revelando um cuidado que vai além das tarefas diárias: trata-se de um modo de viver, transmitido entre gerações, que preserva a saúde, a memória, a educação dos filhos e o afeto comunitário.
O filme destaca que, para essas mulheres, o cuidado é um ritmo constante, comparado ao cultivo da terra: plantar, proteger, esperar e colher. Os saberes tradicionais, herdados das avós — como o uso de plantas medicinais e práticas de cura — aparecem como expressões de resistência e identidade. Da mesma forma, a educação dos filhos é apresentada como um ato de proteção, para que as novas gerações não percam suas raízes diante dos desafios do mundo exterior.
Em breve, a obra será disponibilizada na Internet para acesso público. Outras informações no site da Arquidiocese de Santarém (clique aqui).
Ascom/Ufopa com informação da equipe de produção do filme
13/02/2026