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Universidade Federal do Oeste do Pará

Ultima atualização em 27 de Janeiro de 2026 às 18:23

Ensino, pesquisa e extensão juntos na XII Jornada


Quase 200 trabalhos que envolvem diversos atores foram expostos.

De um projeto de robótica para auxiliar alunos do ensino fundamental a aprender Matemática à produção de vídeos sobre divulgação científica destinados a adolescentes do ensino médio, quase 200 trabalhos ligados ao Programa Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Peex) foram apresentados nesta quinta-feira, 4, no Pavilhão do Conhecimento, durante a XII Jornada Acadêmica da Ufopa. O Peex junta num só trabalho ensino, pesquisa e extensão, que são os pilares da universidade.

Para a pró-reitora da Comunidade, Cultura e Extensão (Procce), Ediene Pena Ferreira, o Peex é a principal política da Ufopa em termos de projetos integrados: “Nesse programa temos diferentes atores, desde alunos da educação básica até alunos de pós-graduação e os professores que coordenam os planos de trabalho de cada um desses atores”. Ela afirma ainda que o Peex “prova que possível, é viável e é indispensável que se pense nos problemas sociais, e a partir desses problemas, pesquisas sejam realizadas, e que essas pesquisas ajudem no processo formativo do aluno”.

“Ensino de matemática com prática maker: avaliação de uma intervenção com robótica educacional” é o tema do projeto apresentado pelo estudante Wellinton da Graça Lobato. que, junto com outros colegas, levou a aplicação de práticas pedagógicas baseadas na cultura maker (faça você mesmo) para alunos do ensino fundamental da EMEF Dom Lino Vombommel. “Identificamos avanços significativos no aprendizado de matemática desses alunos. Eles aprenderam a dominar ferramentas tecnológicas e a fazer cálculos. Os resultados evidenciaram avanços em conceitos matemáticos, velocidade média e interpretação de gráficos, além do desenvolvimento do raciocínio lógico”, afirmou Wellinton.

Com apenas 17 anos, Yasmim Larissa Vital Ferreira já entende o papel e a importância da divulgação científica entre seus pares. Aluna do 2.º ano do ensino médio da EMEF Terezinha de Jesus Rodrigues, ela faz parte do projeto “Produção de vídeos educativos para a divulgação científica sobre DNA ambiental”, cujo objetivo é “atrair a curiosidade dos jovens para a área científica, utilizando como principal ferramenta a tecnologia por meio das redes sociais utilizando linguagens acessíveis”. “O DNA ambiental é uma forma não invasiva de entender o meio ambiente”, explica. De acordo com ela, o Instagram é uma das plataformas mais acessadas pelos jovens, por isso foi escolhido para divulgar os conteúdos do projeto, que é ligado ao Laboratório de Educação e Evolução (Ledevo), do Instituto de Ciências da Educação (Iced), coordenado pelo Prof. Gabriel Iketani.

"O papel da universidade na difusão de oportunidades para o desenvolvimento amazônico", coordenado pelo Prof. Jonas Leite, foi o tema apresentado pelo estudante Sérgio Freitas Rebouças Júnior, do curso de Engenharia Civil do Campus Itaituba. “Detectamos uma necessidade de divulgar a universidade para a comunidade”, disse ele, acrescentando ainda que havia um desconhecimento das pessoas sobre o papel do engenheiro civil. “Nosso papel vai muito além de construção de prédios”, disse; e acrescentou: “Ofertamos curso de educação financeira, currículo Lattes, para alunos e para a comunidade”. Para ele, a importância do Peex é “fortalecer o nosso papel no desenvolvimento regional”.

"Quanto a inteligência artificial pode ser usada para auxiliar no processo de educação em comunidades tradicionais?" Esse foi um dos questionamentos feitos pelos integrantes do projeto “Educação tecnológica para comunidades tradicionais”, apresentado pela acadêmica Suelen Cristina da Silva Albuquerque, do 4.º semestre do curso de Sistemas de Informação do Campus Oriximiná, coordenado pela Profa. Flávia Pessoa Monteiro. “Alguns professores não conheciam a ferramenta de IA do celular; auxiliamos na criação de prompts. Aos professores, ajudamos a aperfeiçoar os conhecimentos. Para os alunos, ajudamos a conhecer e a manusear melhor as tecnologias”, explicou ela. “A educação tecnológica para comunidades tradicionais é de suma importância para crianças, jovens e adultos, que precisam estar incluídos no mundo digital”, completa.

Mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Ufopa e professoras do sistema municipal de ensino, Michela Maciel e Cleiciane Reis defendem ensino especial e regular numa perspectiva colaborativa. Orientadas pela Profa. Daiane Pinheiro, elas investigam “como as práticas colaborativas são estruturadas no contexto de cinco escolas públicas de Santarém, estabelecendo um diálogo com esses espaços a fim de identificar possibilidades de fortalecimento dessas ações e da promoção de ambientes escolares mais equitativos”. Elas anunciaram para outubro o I Seminário Nacional do Grupo de Pesquisa em Educação Especial e Processos Inclusivos.

Lenne Santos – Ascom/Ufopa
04/09/2025

III PEEX na programação da XII Jornada Acadêmica

Quase 200 trabalhos que envolvem diversos atores foram expostos.

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