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Universidade Federal do Oeste do Pará

Ultima atualização em 12 de Fevereiro de 2026 às 18:17

Estudo analisa floração de cianobactérias em Ponta de Pedras, Alter do Chão e Pindobal


Análise buscou compreender a extensão e os impactos de uma floração de cianobactérias ocorrida em janeiro deste ano, avaliando a presença de toxinas associadas e seus possíveis efeitos ambientais e à saúde pública.

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) divulgou relatório técnico com os resultados das análises da concentração de microcistinas (toxina de cianobactérias) e da abundância de cianobactérias presentes nas águas das praias de Ponta de Pedras e Alter do Chão (em Santarém) e Pindobal (em Belterra), situadas na margem direita do rio Tapajós, no Pará. A ação investigou uma floração de cianobactérias ocorrida em janeiro deste ano, quando uma densa massa verde foi identificada nessas praias, causando preocupação na população.

 

Coleta de amostras de água em Alter do Chão. Foto: Acervo da pesquisa.

 

O estudo foi realizado no âmbito do projeto "Águas do Tapajós – Fase II", coordenado pela pesquisadora Dávia Talgatti, do Campus Oriximiná da Ufopa, e financiado pela organização não governamental The Nature Conservancy (TNC). A análise da água coletada mostra que as florações foram formadas predominantemente por cianobactérias (filo Cyanobacteria) das ordens Chroococcales e Nostocales. Os parâmetros limnológicos analisados apresentaram variações dentro dos padrões esperados para o rio Tapajós, indicando condições relativamente estáveis de balneabilidade e preservação da fauna aquática das praias em que foram colhidas as amostras.

No entanto, a presença de florações de cianobactérias sinaliza alterações na qualidade da água, evidenciadas pelas concentrações de microcistinas detectadas e pela quantidade de indivíduos do grupo das cianobactérias. “Embora os valores observados estejam abaixo do limite recomendado para águas recreacionais segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), eles ultrapassam o limite estabelecido para consumo humano, indicando potenciais riscos à saúde das populações ribeirinhas que utilizam a água para consumo, banho e outras atividades domésticas”, destaca o relatório.

 

Água do rio Tapajós com cianobactérias. Foto: Acervo da pesquisa.

 

O estudo foi feito por professores, técnicos e alunos do Laboratório de Águas e Plantas da Amazônia (Lapam), situado no Campus Oriximiná, e do Laboratório de Estudos de Impactos Ambientais (Leia), situado no Campus Santarém, ambos da Ufopa. “Os dados discutidos no relatório técnico estão diretamente relacionados à ocorrência de uma floração de cianobactérias registrada no dia 6 de janeiro de 2025, um evento de grande relevância para a qualidade da água na região”, afirma o técnico do Leia, Fernando Abreu Oliveira.

A pesquisa buscou compreender a extensão e os impactos dessa floração, avaliando a presença de toxinas associadas e seus possíveis efeitos ambientais e à saúde pública. Além disso, o relatório destaca a importância do monitoramento contínuo e sugere medidas para a mitigação dos riscos decorrentes desse fenômeno.

“Os resultados obtidos oferecem informações essenciais para o desenvolvimento de estratégias de gestão ambiental, prevenção da contaminação e mitigação dos impactos associados à proliferação de cianobactérias. Assim, esse estudo busca contribuir diretamente para a formulação de políticas de conservação e para a segurança hídrica das comunidades locais e visitantes do rio Tapajós”, explica Mayerly Alexandra Guerrero Moreno, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND) da Ufopa.

Confira:

Ascom/Ufopa
10/03/2025, atualizado em 13/03/2025

Coleta de amostras de água com cianobactérias no rio Tapajós. Foto: Divulgação.

Análise buscou compreender a extensão e os impactos de uma floração de cianobactérias ocorrida em janeiro deste ano, avaliando a presença de toxinas associadas e seus possíveis efeitos ambientais e à saúde pública.

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