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Universidade Federal do Oeste do Pará

Ultima atualização em 8 de Maio de 2026 às 12:18

Projeto da Farmácia Viva da Ufopa é aprovado em chamada nacional


Proposta foi selecionada no Programa Pesquisa para o SUS Inovação

O projeto "Farmácia Viva Amazônica: uso seguro de plantas medicinais, drogas vegetais e fitoterápicos integrado ao SUS no Baixo Amazonas", proposto pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), foi aprovado na Chamada Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) Inovação 2025.

O programa, de iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Secretarias Estaduais de Saúde e Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa que visem contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), potencializando projetos que estimulem os complexos econômico-industriais de saúde locais e a continuidade de projetos do programa.

A proposta da Ufopa está entre os 74 projetos aprovados nacionalmente em um universo aproximado de mil submissões. Foi selecionada na Classe 2 – Inovações Sociais e Institucionais.

Com investimento federal de R$ 248.984,14 e vigência até 2028, o projeto será desenvolvido no âmbito da Ufopa com foco na construção de estratégias territorializadas de cuidado em saúde para populações amazônicas, articulando ciência, assistência farmacêutica, saberes tradicionais e Atenção Primária à Saúde (APS).

Sobre o projeto Farmácia Vida Amazônia

De acordo com o coordenador do projeto, professor Wilson Sabino, do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Ufopa, a iniciativa busca implementar um modelo intercultural de Farmácia Viva voltado às especificidades do Baixo Amazonas, considerando aspectos territoriais, culturais e logísticos que influenciam o acesso ao cuidado em saúde na região.

Sabino informou que as ações incluem diagnóstico participativo em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas; cultivo agroecológico de espécies medicinais; produção e padronização de drogas vegetais; desenvolvimento de protocolos terapêuticos; capacitação de profissionais do SUS; e produção de evidências científicas aplicadas à realidade amazônica. Nas palavras do coordenador: “O projeto também fortalece a inserção da Ufopa em redes estratégicas nacionais de pesquisa, inovação e políticas públicas em saúde, consolidando o papel da universidade na produção de soluções voltadas aos desafios do SUS em territórios amazônicos”.

Wilson Sabino enfatizou que a proposta dialoga diretamente com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), além de contribuir para os atuais esforços nacionais de redução das desigualdades regionais em saúde e fortalecimento da ciência produzida na Amazônia.

A iniciativa conta ainda com parcerias comunitárias e institucionais, como da Arquidiocese de Santarém, do Projeto Saúde e Alegria, incluindo a participação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Núcleo de Pesquisa em Questões Étnico-Raciais nas Amazônias Paraenses (NUPER) e do Núcleo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Étnico-Raciais, Gênero e Sexualidades (NIERAC), o que fortalece ações de mediação intercultural e valorização dos saberes tradicionais.

Ascom/Ufopa, com informações do Isco
08/05/2026

Foto: Divulgação do projeto.

Proposta foi selecionada no Programa Pesquisa para o SUS Inovação

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