Ultima atualização em 23 de Janeiro de 2026 às 19:03
O encontro reúne lideranças quilombolas e indígenas
Nesta sexta-feira, 12, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) se reunirá em Santarém com lideranças e representantes estudantis quilombolas e indígenas no Seminário de Escuta dos Processos Seletivos Especiais Quilombola (PSEQ) e Indígena (PSEI) de 2026.
A programação ocorre no Auditório Wilson Fonseca, na Unidade Rondon da Ufopa, durante todo o dia. Pela manhã, das 9h às 12h, para tratar do PSEQ; à tarde, das 14h às 17h30, sobre o PSEI.
O seminário é organizado e conduzido pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proen) e pela Comissão Assessora para o Processo Seletivo Especial da Ufopa (CAPSE).
A coordenadora da CAPSE, professora Lucybeth Arruda, disse que a realização do Seminário de Escuta é uma forma de avaliar a realização dos processos seletivos especiais. Segundo ela, mesmo sendo processos seletivos em nível nacional, há uma preocupação com a realidade local, considerando que a região Oeste do Pará tem uma grande concentração de populações indígenas e comunidades quilombolas.
De acordo com a pró-reitora da Proen, professora Carla Paxiúba, o Seminário de Escuta é o momento em que são apresentadas as principais regras dos editais de seleção dos processos seletivos, tirando dúvidas dos públicos interessados. Professora Carla reiterou que esse “é o momento que a gente ainda tem para acolher alguns dos pedidos que venham das lideranças indígenas e quilombolas”.
Os editais do PSEQ e do PSEI serão apreciados em reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Ufopa, na próxima semana, e devem ser divulgados até o dia 26 de setembro.
Sobre os Seminários de Escuta
Os Seminários de Escuta são realizados na Universidade Federal do Oeste do Pará desde o início dos Processos Seletivos Especiais: a partir de 2011 com o PSEI, e desde 2015 com o PSEQ.
As dinâmicas propõem reflexão e troca, possibilitando à universidade avaliar os serviços voltados à formação dessas populações. Para a professora Lucybeth, esses momentos de diálogo ajudam que a Universidade tenha a “cara” do lugar onde está, buscando a realização de processos mais inclusivos.

Ascom/Ufopa
11/09/2025, atualizada em 12/09/2025