Ultima atualização em 4 de Fevereiro de 2026 às 11:57
Iniciativa beneficia escolas públicas e fortalece a educação científica no Oeste do Pará.
A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realizou na última terça-feira, 3 de fevereiro, em Santarém (PA), a cerimônia de assinatura dos termos de doação dos equipamentos dos laboratórios do Programa Mais Ciência na Escola (PMCE), iniciativa do governo federal de fomento de tecnologias digitais na educação básica. O ato formaliza a transferência dos equipamentos tecnológicos adquiridos pelo programa, permitindo a implantação de laboratórios maker nas unidades de ensino contempladas.
A cerimônia reuniu representantes da Ufopa, das secretarias municipais de Educação, da Diretoria Regional de Ensino de Santarém (DRS), além de gestores escolares das redes municipal e estadual dos municípios de Santarém e Mojuí dos Campos. Parte das escolas já recebeu os equipamentos, enquanto outras aguardam a conclusão das adequações dos espaços físicos e a etapa de identificação patrimonial dos materiais.
Os equipamentos integram o projeto Rede Colaborativa de Educação Tecnocientífica, Cultural e Cidadã para a Sustentabilidade na Amazônia Paraense, iniciativa da Pró-Reitoria da Cultura, Comunidade e Extensão (Procce) da Ufopa, cujo objetivo é fortalecer a educação científica e tecnológica na educação básica, por meio da aproximação entre universidade, redes de ensino e escolas.
No Pará, o projeto contempla 45 escolas distribuídas em oito municípios, sendo nove em Santarém e três em Mojuí dos Campos. Cada unidade recebe investimento aproximado de R$ 100 mil, destinado à aquisição de equipamentos, materiais de consumo e concessão de bolsas para estudantes e professores. Entre os itens previstos estão impressoras 3D, notebooks, projetores, cortadoras a laser e kits de robótica.
Durante a cerimônia, a professora Cláudia Castro, da equipe de coordenação do programa na Ufopa, destacou que o PMCE faz parte de uma política nacional de popularização da ciência. “O programa busca incentivar a pesquisa científica e o uso pedagógico das tecnologias, aproximando esse processo das escolas e despertando o interesse dos estudantes pelas carreiras científicas e tecnológicas”, afirmou. Segundo ela, a assinatura dos termos representa um marco para o início efetivo da implementação dos laboratórios nas escolas parceiras.
A vice-reitora da Ufopa, Solange Ximenes, ressaltou que a entrega dos equipamentos insere as escolas em uma política estratégica de desenvolvimento científico e tecnológico do país. “Implantar laboratórios nas escolas básicas significa integrar a educação às políticas nacionais de ciência e tecnologia e assumir, de forma compartilhada, a responsabilidade pela formação científica dos nossos estudantes desde a base”, destacou. Ela enfatizou ainda que, com a assinatura dos termos, os equipamentos passam a ser de responsabilidade das redes de ensino e das escolas.
Para os gestores escolares, a chegada dos equipamentos representa uma expectativa de melhoria na qualidade do ensino. A diretora da Escola Municipal Doutora Maria Amália Queiroz de Sousa, Maria de Nazaré Repolho dos Santos, afirmou que o projeto amplia o acesso dos alunos a novas tecnologias. “Esse projeto vem abrir portas para os nossos alunos e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino, com oportunidades que antes eles não tinham”.
Para Luciana Souza dos Santos, diretora da Escola Estadual Belo de Carvalho, uma das unidades já contempladas, a chegada do laboratório representa um avanço significativo no cotidiano escolar: “Esse projeto traz uma nova realidade para a escola, ampliando as possibilidades de aprendizagem e oferecendo aos alunos acesso a tecnologias que fortalecem o ensino e a pesquisa”.
Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Programa Mais Ciência na Escola prevê, além da instalação dos laboratórios, ações continuadas de formação de professores, orientação de estudantes, desenvolvimento de projetos científicos e realização de eventos de integração entre escola, universidade e comunidade. A expectativa da coordenação é que as ações contribuam para consolidar uma cultura científica nas escolas públicas do Oeste do Pará.
Ascom/Ufopa
04/02/2026
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