Ultima atualização em 30 de Janeiro de 2026 às 17:41
Entidade é uma iniciativa binacional voltada à promoção da biodiversidade e da bioeconomia sustentável na Amazônia.
A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) recebeu nesta quarta-feira, 21 de agosto, em Santarém (PA), a assessora internacional do Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica (CFBBA), Nadège Mézié. Durante o encontro, a pesquisadora ministrou uma palestra de apresentação sobre a instituição, que desenvolve pesquisas científicas sobre ecologia, conservação e mudanças climáticas.
Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND), o evento teve como público-alvo discentes e professores dos cursos de pós-graduação da Ufopa. A visita integra a agenda de cooperação internacional do programa, fortalecendo parcerias científicas e acadêmicas voltadas à pesquisa, conservação e sustentabilidade ambiental na Amazônia.
Doutora em Antropologia pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais - Sorbonne (Universidade Paris Descartes), Nadège Mézié é conselheira internacional do CFBBA, atuando na coordenação de ações de cooperação científica e ambiental entre Brasil e França. A pesquisadora tem participado ativamente de encontros e diálogos bilaterais, como o realizado na SBPC 2025, em que reforçou a importância estratégica do centro para a proteção e o uso sustentável da biodiversidade amazônica.
Sobre a CFBBA
O Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA) é uma iniciativa binacional voltada à promoção da biodiversidade e da bioeconomia sustentável na Amazônia. O projeto reúne pesquisadores, instituições de ensino e órgãos governamentais do Brasil e da França e tem por objetivos promover formação e capacitação de pesquisadores e estudantes por meio de cursos, workshops e mobilidade acadêmica; apoiar ações de conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica; e estimular trocas de conhecimento e tecnologia entre os dois países.
A CFBBA funciona como um Conselho Binacional e um Conselho Consultivo Científico, garantindo representatividade e decisões conjuntas. Seu relançamento oficial ocorreu em setembro de 2024, em Manaus, marcando uma nova fase de cooperação Brasil–França para a preservação da Amazônia.
O contexto de criação do Centro está relacionado à presença de território francês ultramarino na Amazônia, a Guiana Francesa, que faz fronteira com o Brasil. A cooperação científica por meio do CFBBA deve funcionar como uma rede de apoio para a pesquisa franco-brasileira na e sobre a Amazônia, com foco na Guiana Francesa e nos 4 estados brasileiros mais próximos: Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.
Reunião com representante da Embaixada da França no Brasil
Na manhã desta segunda-feira, 25, houve uma reunião no auditório do Núcleo Tecnológico de Bioativos (NTB) com a participação da conselheira adjunta de cooperação e ação cultural da Embaixada da França no Brasil, Sophie Jacquel. Na ocasião, foi apresentado o Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA) para um grupo de professores e pesquisadores da Ufopa. A representante da embaixada francesa disse que o CFBBA representa o fortalecimento da cooperação científica entre Brasil e França, principalmente na Amazônia.
A assessora de Relações Nacionais e Internacionais (Arni) da Ufopa, Profa. Kátia Correa, destacou a importância dos laços entre os dois países e frisou que a internacionalização da pesquisa faz parte da diplomacia para a Ciência.
A pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica (Proppit), Profa. Kely Castro, ressaltou que a Ufopa apresenta áreas estratégicas de estudo que potencializam o intercâmbio a partir de pesquisas na Amazônia, reforçando que esta é uma oportunidade para se concretizar na Ufopa a internacionalização na pesquisa.
Na apresentação, feita pela assessora internacional do CFBBA, Nadège Mézié, foram destacadas as três linhas de atuação do Centro:
Pesquisa científica;
Educação e formação;
Parcerias e intercâmbios.
Entre as temáticas que se destacam nessa atuação, estão: conhecimento, monitoramento, conservação e coleções da biodiversidade da Bacia Amazônica; cobertura florestal e observação da terra, mudanças ambientais regionais e sustentabilidade; contribuições passadas e presentes dos povos indígenas e das comunidades locais para a biodiversidade; biodiversidade, saúde humana e alimentação; e Bioeconomia como meio para modos de vida inclusivos, bem-viver e sistemas alimentares saudáveis.
Ascom/Ufopa, com informações do PPGRNA
Fotos: Ascom/Ufopa
21/08/2025, atualizada em 25/08/2025