Ultima atualização em 28 de Janeiro de 2026 às 18:14
Os subeventos são organizados pela Proppit.
Na programação da XII Jornada Acadêmica da Universidade Federal do Oeste do Pará, a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica (Proppit) realiza nesta terça e quarta-feira, 2 e 3, o XIV Seminário de Iniciação Científica (SICT) e o XII Seminário de Pós-Graduação (SPG), que, juntos trazem 484 trabalhos para exposição no evento acadêmico da Ufopa. São trabalhos nas áreas de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Engenharia, Linguística e Interdisciplinar.
Os dois subeventos são realizados de forma simultânea no Pavilhão do conhecimento, espaço que fica na frente do prédio do Bloco Modular Tapajós (BMT 2), com exposição de trabalhos e estandes de programas de pós-graduação. Algumas atividades também são realizadas no saguão de entrada e nos corredores do piso térreo do BMT 2.
Seminário de Iniciação Científica
No XIV SICT, apresentam trabalhos todos os bolsistas de graduação dos programas institucionais de bolsas de iniciação científica e de desenvolvimento tecnológico e inovação com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), e da Ufopa, além dos alunos que estão no Forma Pará, também beneficiados com bolsa de fomento. São estudantes de todos os campi da Ufopa: Alenquer, Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Rurópolis e Santarém.
Uma das expositoras é Gabriele Vieira, aluna de Agronomia do Campus Rurópolis, que apresentou trabalho sobre ensino de revisão bibliográfica e metanálise utilizando inteligência artificial. Ela destacou a importância de uma bolsa para um aluno, que pode agregar conhecimento e partilhá-lo com outras pessoas.
Daiane Sousa da Silva veio do Campus Oriximiná, onde cursa o Bacharelado em Ciências Biológicas, para apresentar trabalho sobre a elevação da temperatura e a redução de atividade alimentar de peixes. Frisando a importância do evento, ela destacou a satisfação em poder socializar seu trabalho com outras pessoas e a relevância de investimentos para desenvolver pesquisas na região.
Seminário de Pós-Graduação
O XII SPG busca promover a interação e o compartilhamento de experiências entre os programas de pós-graduação stricto sensu da instituição, nos níveis de mestrado e doutorado. Fazem exposição de trabalhos todos os bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do CNPq e da Fapespa que fomentam pesquisas da pós-graduação desenvolvidas em todos os programas de pós-graduação da Ufopa. A pró-reitora da Proppit, professora Kelly Castro, informou que também participam acadêmicos dos mestrados profissionais em rede que, em 2024, começaram a receber bolsas de fomento.
Jonival Mendonça Neto é um dos mestrandos que expuseram trabalhos no Seminário de Pós-graduação. Aluno do Programa de Biociências, ele pesquisa sobre o saburá, que é o pólen de abelha sem ferrão, e considera muito satisfatório poder socializar parte do seu estudo em um evento que possibilita essa troca de conhecimento.
Roberta Abecassis, que está no primeiro período do doutorado da Rede Bionorte, apresentou seu projeto de tese, no qual prevê pesquisa sobre ossos do crânio de um grupo de serpentes da Amazônia. Para ela, a socialização do seu projeto, assim como de outras pesquisas que estão sendo apresentadas, também pode motivar outros estudantes que pensam em continuar a vida acadêmica como pesquisadores.
Trabalhos sendo avaliados
Professora Kelly Castro explicou que todos os trabalhos, tanto do SICT quanto do SPG, estão sendo avaliados. Cada trabalho passa por dois avaliadores, e os que forem mais bem avaliados, em cada área do conhecimento, receberão menção honrosa no encerramento da Jornada Acadêmica.
Professora Kátia Correa, atuando como avaliadora do SPG, ressaltou a qualidade dos trabalhos apresentados no evento e a variedade das temáticas nas diversas áreas do conhecimento. Uma das avaliadoras do SICT foi a professora Katrine Rabelo. Segundo ela, a socialização dos trabalhos é um momento de celebração de tudo o que foi construído ao longo do período dos projetos e pesquisas, como amadurecimento de ideias e superação. “Aqui neste momento, com o salão cheio, vários trabalhos de várias áreas diferentes, além do público que está prestigiando, é muito bacana saber que a gente tem a missão de fazer pesquisa, e que o conhecimento gerado é importante porque será aplicado”, destacou a docente.
Ascom/Ufopa
02/09/2025