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Universidade Federal do Oeste do Pará

Ultima atualização em 18 de Outubro de 2021 às 11:32

Alunos do curso de Engenharia de Pesca do ICTA retornam às aulas presenciais


Barracão aberto às margens do rio Tapajós garantiu segurança aos alunos

Uma decisão conjunta entre professor e alunos possibilitou uma aula presencial do curso de Engenharia de Pesca do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) no barracão conhecido como Madeirão, localizado às margens do rio Tapajós, na unidade que leva o nome do rio mais famoso da cidade de Santarém. A aula ocorreu nesta quinta-feira, 14 de outubro.

“Nós tivemos um primeiro encontro on-line onde discutimos como iria levar a disciplina. Eu apresentei o plano de ensino, eles providenciaram o material e então eu dei a eles a opção [do encontro presencial], e aí todos toparam e nós tivemos a primeira aula”, afirmou Diego Zacardi, responsável pela disciplina “Confecção de Apetrechos de Pesca”. De acordo com o professor, essa disciplina se propõe a conduzir os alunos na “confecção e reparo dos aparelhos de capturas (redes e auxiliares para águas interiores), além de ensinar a arte de marinharia utilizada na construção dos apetrechos de pesca”.

Ao todo são 16 alunos matriculados, 13 dos quais compareceram para a primeira aula presencial desde o início da pandemia de Covid-19. Um deles é Clemerson Lira Lopes, 22 anos, que está no 5º semestre do curso de Engenharia de Pesca. Ele afirmou que entrou para o curso “por curiosidade” e agora “já gosta”. Assume que, no início, teve um pouco de dificuldade com a disciplina, mas reconhece a importância desse conteúdo. “Me enrolei bastante, tive de reiniciar várias vezes, achava que já estava indo, mas tinha que refazer tudo de novo. Porém, a disciplina é muito importante porque a gente, como futuro engenheiro de pesca, precisa ter o conhecimento básico da área. O que adianta a gente ir lá orientar pescadores sobre educação ambiental, falar das leis relacionadas à pesca e não saber o básico, como tecer uma malhadeira e fazer uma tarrafa?”.

Ele fala ainda sobre a experiência de retorno às aulas presenciais. “Foi a primeira aula pós-pandemia que teve presencialmente, a gente pode rever os colegas, e ela foi mais prazerosa. Mesmo seguindo os protocolos, foi uma aula muito prazerosa, afastada da sala, num espaço livre, num ambiente em que a gente se sentiu seguro e pôde socializar com os colegas, rever, então foi mesmo uma aula muito prazerosa”, concluiu.

Zacardi explicou que esta “é uma disciplina 100% presencial, então optamos por fazer alguns encontros para ensinamento prático das laçadas e nós, testar as habilidades e, na sequência, eles produzirão as malhadeiras e tarrafas em casa”, afirmou o professor. Os alunos terão um encontro ao final do semestre. “Esse encontro será para entralharmos, ou seja, colocar as boias e as chumbadas nas redes, no material confeccionado por eles”, concluiu o professor. Os alunos que não compareceram vão poder assistir aos videos gravados com o conteúdo disponível na plataforma da disciplina.

Lenne Santos — Comunicação/Ufopa

18/10/2021

Alunos de Engenharia de Pesca em aula presencial no Madeirão, 14/10/2021. Foto: Arquivo pessoal do Prof. Diego Zacardi.

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