Desculpe, o seu navegador não suporta JavaScript!
Buscar somente nesse site.

Universidade Federal do Oeste do Pará

Para viver, Abaré necessita de parcerias


11 de Junho de 2019 às 16:45

Todos em busca de uma ideia para manter o Abaré navegando. Essa é a motivação dos debates que estão ocorrendo nesta terça-feira, 11, e quarta-feira, 12, na oficina "Viver Abaré: todos por uma ideia", promovida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) por meio da Pró-Reitoria da Cultura, Comunidade e Extensão (Procce), com apoio das prefeituras de Santarém e Belterra, e que reúne entidades que já atuam como parceiras e outras que pretendem integrar a parceria com as ações desenvolvidas pelo barco-escola Abaré. Os debates ocorrem no auditório da unidade Tapajós da Ufopa e no anexo da unidade Amazônia.

A mesa de abertura, cujo tema foi "A importância do Abaré para a região do Baixo Tapajós, todos por uma ideia", contou com a participação do reitor da Ufopa, Hugo Alex Carneiro Diniz; da promotora de Justiça Lília Braga; da secretária de Saúde de Belterra, Alzenir Monteiro; da representante da Secretaria Municipal de Saúde de Santarém, Antonia Bomfim; e do fundador do Projeto Saúde e Alegria e também idealizador do Abaré, o médico Eugênio Scanavino. Durante suas falas, todos foram unânimes em ressaltar o papel relevante da embarcação para promover a saúde de comunidades ribeirinhas que vivem na região do Tapajós.

Durante sua participação, o reitor Diniz falou da “principal mensagem” da Ufopa a respeito do Abaré: “O navio-hospital-escola Abaré é uma ferramenta, um instrumento, um lócus, um projeto, um sonho estratégico para esta universidade. Nós temos investido, dentro das nossas possibilidades, e queremos investir mais. Não vamos recuar dessa decisão”. Ele ressaltou ainda a importância das parcerias para que a embarcação continue a prestar os serviços: “Nós precisamos de vocês, não temos como administrar esse barco de forma isolada, sozinhos”; e concluiu: “Abaré não é da Ufopa, pertence às comunidades, às instituições parceiras”.

O pró-reitor da Cultura, Comunidade e Extensão (Procce), Marcos Prado, esclareceu o objetivo da oficina: "O objetivo é congregar diversas entidades do primeiro, segundo e terceiro setor para que nós possamos juntos pensar qual o melhor caminho para o Abaré, qual o objetivo da embarcação no Oeste do Pará, como ele pode atender mais e melhor as populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas, e assim a gente poder possibilitar tanto ações de saúde a essas populações, quanto também uma melhor formação acadêmica para nossos alunos, já que o nosso objetivo também é congregar ações de ensino pesquisa e extensão". 

Fundador do Projeto Saúde e Alegria (PSA) e também idealizador do projeto Abaré, o médico Eugênio Scanavino relembrou o ano de 2006, quando a embarcação iniciou suas atividades, por meio de parceria com uma ONG holandesa, e também a importância do barco como “tecnologia social de baixo custo e alto impacto”. E para falar da importância da oficina, explicou a origem do nome do barco: “Abaré significa "o amigo que cuida", portanto hoje todos nós aqui, estamos sendo Abaré do Abaré”.

A organização Expedicionários da Saúde trouxe para a Amazônia o Dr. Teixeira, integrante da Faculdade de Medicina e Ciências Médicas da Unicamp (SP), que veio por conta própria e agora quer convencer os colegas da universidade a se integrarem ao projeto: "Eu vi a importância, tanto do ponto de vista assistencial para a população ribeirinha, como também uma oportunidade de formação do pessoal de saúde, que sempre esteve presente nas atividades de formação do Abaré. Por isso, nós estamos aqui para saber como nós vamos voltar a participar". A coordenadora geral da ONG Expedicionários da Amazônia, que já participou de sete expedições com a embarcação, agora pretende retornar. "A nossa intenção é, talvez este ano ainda, ou no ano que vem, fazer uma parceria e retornar para cá. O nosso diferencial é um hospital móvel que a gente monta nas comunidades. Nós somos todos voluntários, temos diversas parcerias, inclusive com o Ministério da Saúde, Ministério da Defesa, porque temos muito material com o qual podemos realizar cirurgias de pequena e média complexidade".

A Profa. Mari Salete é da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que mantém o projeto de extensão "Saúde e Cidadania em Fronteira". Em parceria com o 9º Distrito Naval, o projeto atende a população ribeirinha do estado do Amazonas, por meio dos navios de assistência hospitalar, conhecidos como navios da esperança. "A Escola Paulista de Medicina tem todo interesse em somar ao projeto saúde e cidadania com o Abaré".

A programação da oficina "Viver Abaré: todos por uma ideia" segue à tarde com a mesa-redonda "Quais os resultados que buscamos e como podemos potencializar a atuação do Abaré junto ao seu público usuário?" Estão previstas participações de representantes da Ufopa, secretarias municipais de saúde (Santarém e Belterra), conselhos municipais de saúde, Marinha do Brasil e Projeto Saúde e Alegria. Na metodologia ainda consta a construção da “visão de futuro”, análise situacional e a construção de um plano de ação, que deve ser apresentado no encerramento da oficina ao longo do dia desta quarta-feira, 12 de junho.

Comunicação/Ufopa

11/6/2019

Mesa de abertura da oficina "Viver Abaré: todos por uma ideia". Foto: Maria Eulália Campos (estagiária/Comunicação Ufopa).

Notícia em destaque