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Seminário sobre logística portuária inicia-se com riqueza de debates

Seminário sobre logística portuária inicia-se com riqueza de debates

Foto: Josemir Moreira.

Na manhã desta quinta-feira, 3, a Ufopa deu início às atividades do seminário Logística Portuária no Oeste do Pará: perspectivas e desafios, com a participação de representantes de diversos seguimentos, o que provocou um debate com elevado nível e importância para a região. O evento continua até sexta-feira, 4 de julho, com temas voltados às questões de implantação de portos na região e seus impactos positivos e negativos no meio social.

Na mesa de abertura, a reitora da Ufopa, Raimunda Monteiro, falou da iniciativa da Universidade em realizar o primeiro debate focado na questão portuária. “Nosso produto é o conhecimento que orienta a sociedade, nos mais diversos aspectos. Nosso papel é ser mediador, por meio de um produto que é fundamental para que o governo e empresas de iniciativa privada possam definir a melhor e mais prudente forma de buscar o desenvolvimento regional. A Ufopa tem mais de 600 estudantes nos mestrados e doutorados, conhecendo sociedade, meio ambiente, economia e os mais relevantes temas para intervenção humana. Também queremos que este evento nos ajude a mobilizar nossa capacidade de produção. A universidade tem um clamor que pode trazer benefícios para o meio ambiente e a sociedade. Isso deve ser feito desapegado de paixões e questões emocionais, e, desta forma, ajudar na construção de um projeto bem pensado”.

Para Roberto Branco, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), a região Oeste do Pará precisa focar no desenvolvimento, especialmente em benefício futuro aos filhos e netos da terra, que estarão, em breve, precisando de mercado para realizar suas atividades, em várias áreas. “Temos que pensar o futuro para as gerações. Um seminário como este é de extrema importância para inserirmos à mesa de debate o futuro que envolve a todos nós”.

O prefeito em exercício de Santarém, José Maria Tapajós, enfatizou a preocupação de, como gestor, fazer uma análise mais apurada dos projetos apresentados para desenvolvimento regional. “Temos que ter a consciência que não se pode trabalhar um projeto para desenvolver sem pensar no homem. Nós, enquanto gestores, não compactuamos com projetos desordenados. Vamos apoiar o que estiver aliado à responsabilidade. Jamais vamos apoiar um projeto sem pensar nesse principal requisito, levando em conta que, também, não podemos embarcar nessa de que aqui nada pode. Para isso, existem os estudos de impacto que nos ajudam no direcionamento”.

Também esteve compondo a mesa de abertura o prefeito de Belterra, Jociclélio Macedo, que defendeu o investimento da tecnologia no campo para evitar que famílias que vivem do agronegócio abandonem suas terras em detrimento da vida urbana. “Temos que pensar em um modelo de desenvolvimento que gere emprego e renda pra região. Querem nos forçar a viver só do turismo, que é sazonal. E o resto? Não aceito viver apenas do turismo. Vamos construir um modelo sustentável”.

O representante do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com sede em Belém, Miguel Fortunato, enfatizou sua preocupação com o fato de que “o mundo está olhando para nós (Amazônia) e nós não estamos vendo o mundo. Estamos no lugar certo e na hora certo há algum tempo. Mas precisa, diante de todas as intervenções, refletirmos sobre a importância disso tudo, como a preservação dos rios, que são nossos caminhos naturais e temos que cuidar disso, ao mesmo tempo em que se pensa em desenvolvimento”.

Vicente Sales, representante do Ministério da Integração Nacional, falou das barreiras que a implantação do projeto dos portos irá gerar, mas o olhar do governo é para o desenvolvimento aliado à preocupação com as populações e o meio ambiente. "O governo tem trabalhado para que isso ocorra com menor impacto possível".

O coordenador da Pastoral Social da Diocese de Santarém, Pe. Guillermo Grisales, também expôs a preocupação com as populações que vivem na região para onde se destina o projeto dos portos, especialmente a do Maicá, onde as famílias são bastante tradicionais.

Programação de sexta-feira, 4 de agosto

  • 8h30 - Mesa 4: O convívio da Cidade sobre os Portos
  • Objetivo: Discutir as mudanças nos bairros no entorno dos portos em Santarém.
  • 12h - Mesa de encerramento

Veja mais fotos do primeiro dia do Seminário

Albanira Coelho – Comunicação/Ufopa

3/8/2017