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Pesquisas do Isco recebem menção honrosa em evento nacional

Pesquisas do Isco recebem menção honrosa em evento nacional

Estudos foram resultado de projetos Pibic.

As discentes Luciana Silva de Araújo e Juliana Érica Cirino Nascimento, ambas do curso de Farmácia, vinculado ao Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Ufopa, receberam menção honrosa da Sociedade Brasileira de Ciências aplicadas às Ciências da Saúde (SBCSaúde), pelos trabalhos apresentados no II Congresso Nacional Multidisciplinar da Saúde (II CONMSAÚDE), que ocorreu de 25 a 27 de maio de 2017.

Para o diretor do Isco, Waldiney Pires, incentivos como esse influenciam diretamente a atividade de pesquisa na instituição: “O reconhecimento é motivador, no sentido de que mostra que vale a pena fazer um esforço, mesmo com as condições que nós temos, de fazer pesquisa, tanto para nós professores quanto para os alunos, que já voltam com a perspectiva de fazer uma pós-graduação”.

Os trabalhos, resultantes de projetos de iniciação científica, foram apresentados com o auxílio financeiro concedido pelo edital nº 01/2017-Proppit. “Essas participações em eventos são muito importantes, principalmente porque mostram que aqui no Oeste do Pará a gente também está fazendo ciência, também faz pesquisa básica. E a Ufopa tem incentivado a ida desses alunos para apresentarem trabalhos de pesquisa, por vários meios. Nos eventos, os alunos têm contato com outras realidades, tanto da estrutura física que as outras universidades oferecem, como de pessoas que também estão engajadas nessa missão que é fazer ciência”, destaca o diretor.

Oiticica – De janeiro a maio de 2017, Luciana Araújo, sob orientação dos professores Tânia Pires e Waldiney Pires, analisou o extrato das folhas de Licania rigida benth, conhecida popularmente como oitica. No trabalho “Avaliação da toxicidade aguda do extrato etanólico das folhas Licania rigida benth (Oiticica)”, ela realizou testes in vivo e observou que o extrato, sob condições agudas de exposição, não é um agente tóxico para animais em laboratório, o que pode ser um bom sinal para estudos farmacológicos mais aprofundados para sua futura aplicação na saúde humana.

Ela conta que este é um estudo preliminar para o Trabalho de Conclusão de Curso, que irá apresentar no próximo ano. “A expectativa que eu tenho é comprovar o uso tradicional dessa espécie para o tratamento de diabetes. Há vários estudos etnofarmacológicos que citam que ela é usada para o tratamento dessa doença”. Por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a estudante pretende realizar a mobilidade acadêmica para aprender a metodologia de análise in vitro para aplicá-la no estudo pela Ufopa.

Atualmente, o Laboratório de Farmacologia desenvolve apenas a técnica in vivo. “Temos poucos pesquisadores no Brasil desenvolvendo essa técnica. E com esse teste in vitro, é possível testar uma quantidade grande de vários produtos, várias plantas e fazer uma triagem do que tem ou não tem atividade antidiabética. E a partir daí, podemos partir para o teste in vivo, que é mais demorado”, explica Waldiney Pires.

Qualidade de vida – Orientada pela professora Luciana Ramos, Juliana apresentou o artigo “Qualidade de Vida de Graduandos em Farmácia da Universidade Federal do Oeste do Pará”, durante os meses de maio a outubro de 2016. O caráter inovador do trabalho, que levou à menção honrosa, foi a metodologia. A discente aplicou dois instrumentos de pesquisa ao mesmo tempo: o questionário da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o SF-36 (Short-Form Health Survey). A escolha permitiu a descoberta de dados que poderiam ser omitidos, caso se optasse por apenas um dos questionários.

Após a avaliação de 82 discentes das turmas de 2011 a 2014, foi possível observar que a qualidade de vida deles é boa, com bons níveis de capacidade funcional, isto é, a capacidade de realizar tarefas cotidianas de forma autônoma. Em relação ao aspecto físico, observou-se que os alunos do primeiro ano são mais prejudicados em relação às demais turmas. De acordo com a orientadora, “os estudantes do primeiro ano ainda estão se adequando à forma de estudar da Universidade”.

Para Ramos, a experiência junto aos estudantes da graduação é recompensadora: “O Pibic é muito importante porque proporciona ao professor a responsabilidade junto ao aluno. É uma parceria, que permite a solidificação científica, com o fortalecimento da linha de pesquisa do professor e das pesquisas realizadas pelo aluno. E, principalmente quando isso tem um reconhecimento, a gente sente que está no caminho certo”.

Já a estudante, que acaba de se formar, afirma que ter participado da iniciação científica possibilitou uma visão ampliada sobre a profissão: “Ainda não decidi uma área específica, porque o curso despertou amor por várias áreas. Porém, estou me preparando para um concurso e pretendo seguir para a pós-graduação”.

Luena Barros – Comunicação/Ufopa

19/6/2017