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Alunos indígenas apresentam pesquisas sobre direitos linguísticos e territoriais das aldeias

As pesquisas foram realizadas por discentes da Formação Básica Indígena, no âmbito da disciplina Direitos Humanos e Direitos Indígenas

Na próxima segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018, haverá a exposição dos resultados de pesquisas realizadas por estudantes da Formação Básica Indígena da Ufopa sobre direitos linguísticos e territoriais das aldeias. Aberto ao público e à comunidade acadêmica, o evento será realizado das 15 às 18 horas, no saguão da Unidade Rondon, Campus de Santarém.

A atividade de pesquisa integra a disciplina de Direitos Humanos e Direitos Indígenas, que possuiu como um dos objetivos levantar dados sobre as aldeias e comunidades dos discentes da Formação Básica Indígena, com foco para a atual situação territorial e educacional, principalmente no que diz respeito ao ensino de línguas. A atividade também busca responder às cobranças feitas pelas lideranças indígenas aos discentes, após eles entrarem na universidade por meio do Processo Seletivo Especial Indígena (PSEI), além de ensinar os estudantes a formular pesquisas que atendam às demandas de suas comunidades.

"É muito importante a presença de todos que compõem a Ufopa na exposição, pois uma vez que alunos, técnicos e professores compreendam as especificidades dos discentes indígenas e de suas comunidades e aldeias, será mais fácil pensar políticas que consigam minimizar os problemas na permanência dos mesmos na academia", explica a professora Marília Fernanda Pereira Leite, do Instituto de Ciências da Educação (Iced), que ministra a disciplina Direitos Humanos e Direitos Indígenas junto com o professor André Freire Azevedo, do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS).

Para a docente, a pesquisa foi capaz de mapear a atual situação das escolas presentes nas aldeias e comunidades, bem como do processo de demarcação e organização dos indígenas em seus territórios. "Os discentes compreenderam que, dentro do espaço acadêmico, eles são os pesquisadores por excelência de suas aldeias e comunidades, e que são eles os responsáveis em fazer a conexão entre a Ufopa e as comunidades indígenas", afirma Marília Leite.

Pesquisa - Após as aulas teóricas, os alunos realizaram as pesquisas durante o recesso natalino, levantando dados sobre os direitos linguísticos e territoriais em suas comunidades com a ajuda das lideranças, aldeados e funcionários das escolas localizadas em seus territórios. Os professores da disciplina elaboraram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que permite que os dados levantados sejam publicados pelos discentes e sirvam de base para que a universidade pense projetos ou propostas para ajudar os mesmos com as demandas solicitadas, tais como palestras, apoio em formações, minicursos, entre outras atividades.

Os dados levantados por meio de questionário resultaram em relatórios científicos elaborados pelos discentes, individualmente. "Será encaminhada uma cópia do relatório final para a aldeia e outra cópia irá compor o banco de dados da Formação Básica Indígena", esclarece Marília Leite. A Formação Básica Indígena é um projeto da Ufopa que visa a fornecer apoio no acompanhamento e formação intelectual dos discentes indígenas que ingressam na instituição por meio do Processo Seletivo Especial Indígena (PSEI). "É um compromisso da Ufopa com a permanência e formação de qualidade dos discentes indígenas", afirma.

Serviço: Exposição de pesquisas realizadas por alunos da Formação Básica Indígena sobre direitos linguísticos e territoriais nas aldeias

  • Data: 5/2/2018 (segunda-feira)
  • Horário: das 15 às 18 horas
  • Local: Saguão da Unidade Rondon, Campus de Santarém

 

Comunicação/Ufopa, com informação da organização do evento

30/01/2018